A alma foge das mãos, como se até ela rogasse escapar subtilmente às amarras que lhe prendem as asas e não a deixam chegar onde pertence, de onde a arrancou o coração, como que a uma erva daninha.
Coisa estranha o coração, que não deixa transformar sentimentos em palavras, com medo que isso nos deixe mais frágeis, ignorando, como se sórdido pormenor se tratasse o facto de já estarmos partidos em milhões de pedacinhos. Só os olhos arrancam ao mais fundo da gente aquela verdade que às vezes o próprio ser se esquece que existe. E quando tudo não é mais que mentiras e subterfúgios pegados, há olhares que não deixam mentir…
Chorar? As lágrimas já caíram todas e julgo que, até aí, a seca que percorre cada centímetro de corpo já chegou, por isso liberta finalmente o coração das palavras que faltam ser ditas, antes que morra o pouco de humanidade que resta.
"Larga o que te tornaste e faz-te tu por uns segundos..."
quinta-feira, maio 29, 2008
quarta-feira, maio 14, 2008
:(
As palavras e os livros desvaneciam-se pelo pó que teimava em acumular no chão, o quarto jazia numa desarrumação crónica, num abandono que não disfarçava a tristeza k se sentia no ar. Sentado numa cadeira distingue-se, a custo, um corpo prostrado, parte integrante daquele quarto, como se fosse apenas mais um objecto, sem sonhos, sem alma…
Olhava fixamente para a chuva a beijar a janela, muito pouco já lhe importava além destas coisas. O vidro, a janela, a chuva… Aquilo que ainda lhe trazia a paz de espírito para sobreviver.
O olhar, era um olhar de fim do mundo, daqueles fixados em tudo e em nada, daqueles que tocam o horizonte, com a pena de não ficar e a necessidade suprema de ir. Na face perdeu a habilidade de sorrir, nem o mais furtivo dos sorrisos conseguia hoje penetrar na muralha que erguera em volta de si. O rosto era fechado, frio, triste… E havia soluções sim, não que ele pedisse algum Santo Graal. Apenas que a gente se portasse como tal e que as palavras que se dizem, fossem mais do que simples sons atirados para o chão, como um simples pedaço de lixo. Talvez fosse pedir demais, que a sede de realização de alguns não se limitasse a causar sofrimento a outros
Olhava fixamente para a chuva a beijar a janela, muito pouco já lhe importava além destas coisas. O vidro, a janela, a chuva… Aquilo que ainda lhe trazia a paz de espírito para sobreviver.
O olhar, era um olhar de fim do mundo, daqueles fixados em tudo e em nada, daqueles que tocam o horizonte, com a pena de não ficar e a necessidade suprema de ir. Na face perdeu a habilidade de sorrir, nem o mais furtivo dos sorrisos conseguia hoje penetrar na muralha que erguera em volta de si. O rosto era fechado, frio, triste… E havia soluções sim, não que ele pedisse algum Santo Graal. Apenas que a gente se portasse como tal e que as palavras que se dizem, fossem mais do que simples sons atirados para o chão, como um simples pedaço de lixo. Talvez fosse pedir demais, que a sede de realização de alguns não se limitasse a causar sofrimento a outros
quinta-feira, maio 08, 2008
Um pouco (mais) de céu
E a lua despiu-se a seus olhos, toda a sombra se desvaneceu com a visão desconcertante de uma lua tão próxima, que a sua textura quase acariciava os dedos paralisados pelos raios de luz.
- Todos quiseram sempre chegar lá onde eu moro, onde as estrelas conversam sem pudor sobre milhões de anos passados e os cometas deslizam pelo céu em círculos, sempre misteriosamente apressados por motivos que ninguém sabe, nem se atreve a perguntar.
Eu… trocava esse sonho de tantos pelo prazer terreno de ti, de te ter nas mãos e sonhar contigo algo mais do que noites sem fim a olhar o nada, pensando como é que tantos milhares de quilómetros de completo e insondável vazio transformam numa utopia um simples tocar de mãos.
E chorou… Nunca se havia visto antes as lágrimas de um astro, eram lágrimas de luz, de uma transparencia que cegava quem se atrevesse a deitar-lhes um simples olhar. As lágrimas caíram em cima dele criando uma orla brilhante que só o amor conhece. E quando todo ele era luz, o mundo deixou de ser seu. Como que por magia o seu peso, simplesmente, desapareceu e planou, por tempos incalculáveis até ao lado dela. Deixou de ter nome, idade, tudo se havia perdido excepto a memória.
Agora, de dia olha o seu mundo, como dantes fazia, durante noites sem fim a olhar a lua. Às vezes quando as saudades superam o amor, foge para trás das nuvens para chorar escondido. E chove... Mas todas as noites, as saudades valem a pena, fica pertinho da lua e amam-se como nos sonhos que tinham.
Por isso é que se diz que as lágrimas nos protegem e nos ajudam a curar as dores insuportáveis no coração, por isso é que por amor se vai mais longe que o fim do mundo e por isso é que a noite é o território dos amantes.
- Todos quiseram sempre chegar lá onde eu moro, onde as estrelas conversam sem pudor sobre milhões de anos passados e os cometas deslizam pelo céu em círculos, sempre misteriosamente apressados por motivos que ninguém sabe, nem se atreve a perguntar.
Eu… trocava esse sonho de tantos pelo prazer terreno de ti, de te ter nas mãos e sonhar contigo algo mais do que noites sem fim a olhar o nada, pensando como é que tantos milhares de quilómetros de completo e insondável vazio transformam numa utopia um simples tocar de mãos.
E chorou… Nunca se havia visto antes as lágrimas de um astro, eram lágrimas de luz, de uma transparencia que cegava quem se atrevesse a deitar-lhes um simples olhar. As lágrimas caíram em cima dele criando uma orla brilhante que só o amor conhece. E quando todo ele era luz, o mundo deixou de ser seu. Como que por magia o seu peso, simplesmente, desapareceu e planou, por tempos incalculáveis até ao lado dela. Deixou de ter nome, idade, tudo se havia perdido excepto a memória.
Agora, de dia olha o seu mundo, como dantes fazia, durante noites sem fim a olhar a lua. Às vezes quando as saudades superam o amor, foge para trás das nuvens para chorar escondido. E chove... Mas todas as noites, as saudades valem a pena, fica pertinho da lua e amam-se como nos sonhos que tinham.
Por isso é que se diz que as lágrimas nos protegem e nos ajudam a curar as dores insuportáveis no coração, por isso é que por amor se vai mais longe que o fim do mundo e por isso é que a noite é o território dos amantes.
sábado, maio 03, 2008
Um pouco de céu...
Tenho saudades…
Saudades do pedaço de mim que me falta
Saudades dos tempos de rir.
Daqueles sorrisos que nem o medo descalça
Saudades de ver o sol da varanda,
Quando o chão não pedia para cair…
Saudades do tempo em que sonhava, dormia.
Hoje apenas durmo.
Mas vou tornar a ser.
Ser daquela gente que vive cada dia.
Deixar de ser Morto, taciturno.
Voltar a olhar o sol de frente,
A olhar-te de frente,
Com olhos de quem sabe ser mais,
Com a força que não viste,
Ou não quiseste.
Com a paixão de um beijo nos umbrais,
E a loucura saudável da peste.
E na face, nem mais uma gota de sal
Por quem não merece.
Abriu-se espaço em mim,
Morreu “gente” no meu peito.
Não cumpro luto só por ser normal.
Chamarei gente, sem aspas, sim,
Que não me queira por birra,
Que não me queira perfeito…
Saudades do pedaço de mim que me falta
Saudades dos tempos de rir.
Daqueles sorrisos que nem o medo descalça
Saudades de ver o sol da varanda,
Quando o chão não pedia para cair…
Saudades do tempo em que sonhava, dormia.
Hoje apenas durmo.
Mas vou tornar a ser.
Ser daquela gente que vive cada dia.
Deixar de ser Morto, taciturno.
Voltar a olhar o sol de frente,
A olhar-te de frente,
Com olhos de quem sabe ser mais,
Com a força que não viste,
Ou não quiseste.
Com a paixão de um beijo nos umbrais,
E a loucura saudável da peste.
E na face, nem mais uma gota de sal
Por quem não merece.
Abriu-se espaço em mim,
Morreu “gente” no meu peito.
Não cumpro luto só por ser normal.
Chamarei gente, sem aspas, sim,
Que não me queira por birra,
Que não me queira perfeito…
sexta-feira, abril 18, 2008
Quando, Quando, Quando...
Quando, quando, quando…
Quando é que me deixas viver?
Quando é que os corvos vão voar,
Parar de me atormentar,
Rindo por entristecer.
Quando é que trazes verdade,
Ao topo da tua alma?
Quando é que trazes calma,
A tudo o que somos nós?
Sem orgulhos, sem vaidade.
Só quero daquilo que o amor faz.
Eu quero paz…
Quando é que me deixas viver?
Quando é que os corvos vão voar,
Parar de me atormentar,
Rindo por entristecer.
Quando é que trazes verdade,
Ao topo da tua alma?
Quando é que trazes calma,
A tudo o que somos nós?
Sem orgulhos, sem vaidade.
Só quero daquilo que o amor faz.
Eu quero paz…
segunda-feira, abril 14, 2008
Sem palavras...
"(...)O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira.E valê-la também" (Miguel Esteves Cardoso)
A verdade, por favor...
A verdade, por favor...
quinta-feira, março 27, 2008
sábado, março 01, 2008
Ao tempo que não ouvia isto :)
Staring at the sun
"when I ran I didnt feel like a runaway, when I escaped I didnt feel like I got away,
there's more to living than only surviving. Maybe Im not there, but Im still trying"
"when I ran I didnt feel like a runaway, when I escaped I didnt feel like I got away,
there's more to living than only surviving. Maybe Im not there, but Im still trying"
Por vezes os caminhos desviam-nos daquilo que sempre fomos, moldam-nos nas formas mais estranhas e indesejáveis. É a vida, dizem… Pois se a vida me quer como um ser infeliz, auto-destrutivo e paranóico, então a vida bem que pode ir dar uma volta.
Finalmente sinto-me menos frágil. Era presunçoso dizer que o fiz sozinho, não fiz. Tive sempre sorrisos a abalar o meu mundo e nunca reparei que esses sorrisos eram o futuro, a tentar trespassar o passado, que estóicamente permanecia como uma muralha. A muralha cedeu.
Nem tudo o que foi mau se apaga, nem tudo vai assim com o vento, nem tudo se esquece e se desculpa, mas vai-se fazendo a triagem e aproveitando aquilo que vale a pena.
Há muitas coisas por dizer,mas acabo com uma frase muito simples mas que me ficou marcada na cabeça: “You rocked my world” (assim num estalar de dedos…)
Finalmente sinto-me menos frágil. Era presunçoso dizer que o fiz sozinho, não fiz. Tive sempre sorrisos a abalar o meu mundo e nunca reparei que esses sorrisos eram o futuro, a tentar trespassar o passado, que estóicamente permanecia como uma muralha. A muralha cedeu.
Nem tudo o que foi mau se apaga, nem tudo vai assim com o vento, nem tudo se esquece e se desculpa, mas vai-se fazendo a triagem e aproveitando aquilo que vale a pena.
Há muitas coisas por dizer,mas acabo com uma frase muito simples mas que me ficou marcada na cabeça: “You rocked my world” (assim num estalar de dedos…)
sábado, fevereiro 16, 2008
Jeff Buckley - Hallelujah
Porque o assunto do outro post e demasiado (falta-me um adjectivo que defina aquilo) não se justifica que fique em destaque muito tempo. Cá vai uma actualização ao post das musicas que me lembram pessoas (é a tua versão ves?) :P
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Sem quase me aperceber
Vou descobrindo as respostas
Sem nunca desaparecer
Esta estranha sensação
De uma facada nas costas…
Sem virtude ou confissão
Falta às vezes a coragem,
De olhar nos olhos e falar.
E assim se desvanece,
O que tinha como certo.
O acto de acreditar.
De ser mais verdadeiro que esperto.
E nas brisas da vida,
Vão-se alguns amigos,
E uma ou outra noite mal dormida.
Felizmente sobram abrigos.
(Pondo em causa muita coisa, alguma gente)
Vou descobrindo as respostas
Sem nunca desaparecer
Esta estranha sensação
De uma facada nas costas…
Sem virtude ou confissão
Falta às vezes a coragem,
De olhar nos olhos e falar.
E assim se desvanece,
O que tinha como certo.
O acto de acreditar.
De ser mais verdadeiro que esperto.
E nas brisas da vida,
Vão-se alguns amigos,
E uma ou outra noite mal dormida.
Felizmente sobram abrigos.
(Pondo em causa muita coisa, alguma gente)
segunda-feira, janeiro 28, 2008
A noite finalmente acordou o dia… O hábito natural ao escuro de sempre, tornou a luz pouco menos que insuportável. Tudo isto não durou mais que poucos momentos, já que a dor da desabituação foi-se desvanecendo perante a libertação dos raios de sol que lhe queimavam a pele. A manhã demorou demais a passar e de repente o mundo parecia-lhe pedir que saísse e ele cedeu.
Fez-se à estrada e tudo o que circulava parecia-lhe muito mais vivo, como se todo o mundo renascesse com ele. Sorriu à menina da portagem, que era por sinal muito bonita, mas sem perder tempo seguiu numa tranquilidade apressada até ao destino.
Chegou. Um sorriso, dois beijos e vai de voltar à estrada que não era tempo, nem local para coisa nenhuma. Estacionou o carro, por acaso, num sitio especial (quem é que disse que não há coincidências?) e seguiram caminho a pé por becos e ruelas, que lhe pareciam hoje muito menos lúgubres, muito menos mortas. Tinha aprendido a gostar das ruas, do céu, das gentes, daquele encanto especial que primeiro se estranha e depois se entranha.
Caminharam sempre ao longo do rio, que hesitava entre o reflexo da cidade e o reflexo da felicidade que se desprendia dos seres com uma energia quase atómica. As pessoas passavam por eles e incompreensivelmente pareciam indiferentes, como se não notassem que todo o mundo tinha mudado da noite para o dia.
Sentaram-se na esplanada, a mais chegada ao rio e no entanto longe demais. Por vontade dele levariam as cadeiras, e tomariam café sobre as pequenas ondulações, que o chamavam como que sereias. Ficaram-se pela terra…
Conversaram sobre tudo e sobre nada, sorriram por tudo e por nada, como se sentissem que o silêncio faria apagar a luz e acabar o dia mais cedo. O café nunca lhe soube tão bem, dispensou o açúcar porque a doçura da companhia era superior a qualquer açúcar jamais descoberto.
Passou-se tempo, não soube precisar quanto, tinha na verdade, esquecido o próprio conceito do passar das horas. A luz desvaneceu-se, levantaram-se e caminharam de novo até ao carro, por um caminho diferente, que ele secretamente desejava que fosse mais longo. Não foi… Levou-a de volta e seguiu caminho, de sorriso estampado.
“Minha alma pede a Deus que me deixe cá voltar”
Peço desculpa pelo tamanho :p
Fez-se à estrada e tudo o que circulava parecia-lhe muito mais vivo, como se todo o mundo renascesse com ele. Sorriu à menina da portagem, que era por sinal muito bonita, mas sem perder tempo seguiu numa tranquilidade apressada até ao destino.
Chegou. Um sorriso, dois beijos e vai de voltar à estrada que não era tempo, nem local para coisa nenhuma. Estacionou o carro, por acaso, num sitio especial (quem é que disse que não há coincidências?) e seguiram caminho a pé por becos e ruelas, que lhe pareciam hoje muito menos lúgubres, muito menos mortas. Tinha aprendido a gostar das ruas, do céu, das gentes, daquele encanto especial que primeiro se estranha e depois se entranha.
Caminharam sempre ao longo do rio, que hesitava entre o reflexo da cidade e o reflexo da felicidade que se desprendia dos seres com uma energia quase atómica. As pessoas passavam por eles e incompreensivelmente pareciam indiferentes, como se não notassem que todo o mundo tinha mudado da noite para o dia.
Sentaram-se na esplanada, a mais chegada ao rio e no entanto longe demais. Por vontade dele levariam as cadeiras, e tomariam café sobre as pequenas ondulações, que o chamavam como que sereias. Ficaram-se pela terra…
Conversaram sobre tudo e sobre nada, sorriram por tudo e por nada, como se sentissem que o silêncio faria apagar a luz e acabar o dia mais cedo. O café nunca lhe soube tão bem, dispensou o açúcar porque a doçura da companhia era superior a qualquer açúcar jamais descoberto.
Passou-se tempo, não soube precisar quanto, tinha na verdade, esquecido o próprio conceito do passar das horas. A luz desvaneceu-se, levantaram-se e caminharam de novo até ao carro, por um caminho diferente, que ele secretamente desejava que fosse mais longo. Não foi… Levou-a de volta e seguiu caminho, de sorriso estampado.
“Minha alma pede a Deus que me deixe cá voltar”
Peço desculpa pelo tamanho :p
sábado, janeiro 12, 2008
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Um pouco diferente do que é costume...
As árvores dançam o canto do vento,
O som ressoa na lua e trespassa os sentidos
E sussurra-me…Com um timbre violento,
“Há desígnios a ser cumpridos!”
O corpo que sobe apressado o parapeito
A noite que devora farrapos humanos,
As asas que nascem frustrando o leito
Da morte, senhora de contos profanos.
E um voo de anjo como que um milagre,
Fogo que antecipa o amanhecer,
E os olhos… Os olhos ardem de prazer.
Voou sedento penetrando o céu,
Como que entre as coxas de uma Deusa.
Fez-se juiz o que era réu…
O som ressoa na lua e trespassa os sentidos
E sussurra-me…Com um timbre violento,
“Há desígnios a ser cumpridos!”
O corpo que sobe apressado o parapeito
A noite que devora farrapos humanos,
As asas que nascem frustrando o leito
Da morte, senhora de contos profanos.
E um voo de anjo como que um milagre,
Fogo que antecipa o amanhecer,
E os olhos… Os olhos ardem de prazer.
Voou sedento penetrando o céu,
Como que entre as coxas de uma Deusa.
Fez-se juiz o que era réu…
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Deserto da Sara
Esta letra é assim tipo qualquer coisa de extremamente bom. Avé Carlos Tê :p
(btw... Não e dedicado a nenhuma Sara, n t chateies Trigas) lol
(btw... Não e dedicado a nenhuma Sara, n t chateies Trigas) lol
Foi-se...
Foram-se os dias…
Foi-se a vontade.
Foi-se a alma embriagada,
Por ânsias de liberdade.
E no fim de contas,
Não sobra nada…
Nem um simples afecto
Nem um pobre sentimento.
Que ultrapasse o intelecto,
Lamento…
Isto estava escrito a uns tempos... Decidi-me a da-lo a luz :p
"De modo que a vida é um circo de feras" (um pedacinho de letra dedicado a alguém) :)
Foi-se a vontade.
Foi-se a alma embriagada,
Por ânsias de liberdade.
E no fim de contas,
Não sobra nada…
Nem um simples afecto
Nem um pobre sentimento.
Que ultrapasse o intelecto,
Lamento…
Isto estava escrito a uns tempos... Decidi-me a da-lo a luz :p
"De modo que a vida é um circo de feras" (um pedacinho de letra dedicado a alguém) :)
quarta-feira, dezembro 26, 2007
And in Christmas you tell the truth...
Esta cena é simplesmente arrebatadora... Há filmes que não me canso de ver.
sábado, dezembro 22, 2007
Natal
Era Natal… O cheiro dos doces, do pinheiro, das pinhas a queimar na lareira, enfim… Um cheiro a felicidade que cortava qualquer pequeno travo a lágrimas que tivesse sobrado. O calor quase doentiamente familiar contrastava numa harmonia perfeita com o frio da noite que os vidros das janelas pareciam atirar para muito longe. As prendas repousavam como que troçando dos miúdos que protestavam ruidosamente por terem que esperar até à meia-noite. Aquela imposição parecia-lhes a maior injustiça do mundo. E de repente ouve-se alguém com um sorriso aberto: “Faltam 5 minutos”, esses momentos transformam-se em séculos, até que chega a hora… Antes mesmo de receber alguma prenda, olho a lareira e uma cara distingue-se entre as chamas, o sorriso que trazia era como que hipnotizante, não sei se passaram segundos, minutos ou horas, não havia tempo para aquele sorriso. Não sei que prendas recebi no Natal, tudo que recordo é um sorriso... Bom Natal
domingo, dezembro 02, 2007
Mundo novo
Um mundo novo…...
Uma nova manhã, depois do breu.
E de repente já nem me comovo,
Se os sonhos terminam com o sol.
Não sei que faça ao novo eu.
Se o alimente e o faça crescer,
Ceder e morder o anzol.
Ou se acabe com ele ao nascer.
Há causas maiores que valem a pena,
E mesmo que haja quem discorde
Não existe uma alma pequena,
Uma que seja.
E então encontro-te o olhar,
Ao fundo um sorriso flameja.
E se não for por amar,
Hão-de haver outros caminhos,
É bom seguir em frente,
Ser de novo eu. Ser de novo gente.
Uma nova manhã, depois do breu.
E de repente já nem me comovo,
Se os sonhos terminam com o sol.
Não sei que faça ao novo eu.
Se o alimente e o faça crescer,
Ceder e morder o anzol.
Ou se acabe com ele ao nascer.
Há causas maiores que valem a pena,
E mesmo que haja quem discorde
Não existe uma alma pequena,
Uma que seja.
E então encontro-te o olhar,
Ao fundo um sorriso flameja.
E se não for por amar,
Hão-de haver outros caminhos,
É bom seguir em frente,
Ser de novo eu. Ser de novo gente.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Decepção
Olhei para o fogo e caminhei,
E quando a dor era sobrehumana,
Nem aí eu parei...
Fixei-me nas chamas,
E vi-lhes mentiras no olhar,
Ri-me com a imagem profana,
De ver-me a mim a queimar.
Mas sem sequer eu reparar
O fogo desvaneceu-se,
E um espetaculo sem par,
Transformou-se de repente,
Numa indefesa decepção,
O vento soprava mais quente,
E as cinzas dela jaziam no chão.
"Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar" Mafalda Veiga
P.S. Já agr o(a) caramelo(a) do(a) caloiro(a) que me andou a comentar o blog e n quis dizer quem era ja se pode revelar... :p
E quando a dor era sobrehumana,
Nem aí eu parei...
Fixei-me nas chamas,
E vi-lhes mentiras no olhar,
Ri-me com a imagem profana,
De ver-me a mim a queimar.
Mas sem sequer eu reparar
O fogo desvaneceu-se,
E um espetaculo sem par,
Transformou-se de repente,
Numa indefesa decepção,
O vento soprava mais quente,
E as cinzas dela jaziam no chão.
"Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar" Mafalda Veiga
P.S. Já agr o(a) caramelo(a) do(a) caloiro(a) que me andou a comentar o blog e n quis dizer quem era ja se pode revelar... :p
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