Quando, quando, quando…
Quando é que me deixas viver?
Quando é que os corvos vão voar,
Parar de me atormentar,
Rindo por entristecer.
Quando é que trazes verdade,
Ao topo da tua alma?
Quando é que trazes calma,
A tudo o que somos nós?
Sem orgulhos, sem vaidade.
Só quero daquilo que o amor faz.
Eu quero paz…
sexta-feira, abril 18, 2008
segunda-feira, abril 14, 2008
Sem palavras...
"(...)O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira.E valê-la também" (Miguel Esteves Cardoso)
A verdade, por favor...
A verdade, por favor...
quinta-feira, março 27, 2008
sábado, março 01, 2008
Ao tempo que não ouvia isto :)
Staring at the sun
"when I ran I didnt feel like a runaway, when I escaped I didnt feel like I got away,
there's more to living than only surviving. Maybe Im not there, but Im still trying"
"when I ran I didnt feel like a runaway, when I escaped I didnt feel like I got away,
there's more to living than only surviving. Maybe Im not there, but Im still trying"
Por vezes os caminhos desviam-nos daquilo que sempre fomos, moldam-nos nas formas mais estranhas e indesejáveis. É a vida, dizem… Pois se a vida me quer como um ser infeliz, auto-destrutivo e paranóico, então a vida bem que pode ir dar uma volta.
Finalmente sinto-me menos frágil. Era presunçoso dizer que o fiz sozinho, não fiz. Tive sempre sorrisos a abalar o meu mundo e nunca reparei que esses sorrisos eram o futuro, a tentar trespassar o passado, que estóicamente permanecia como uma muralha. A muralha cedeu.
Nem tudo o que foi mau se apaga, nem tudo vai assim com o vento, nem tudo se esquece e se desculpa, mas vai-se fazendo a triagem e aproveitando aquilo que vale a pena.
Há muitas coisas por dizer,mas acabo com uma frase muito simples mas que me ficou marcada na cabeça: “You rocked my world” (assim num estalar de dedos…)
Finalmente sinto-me menos frágil. Era presunçoso dizer que o fiz sozinho, não fiz. Tive sempre sorrisos a abalar o meu mundo e nunca reparei que esses sorrisos eram o futuro, a tentar trespassar o passado, que estóicamente permanecia como uma muralha. A muralha cedeu.
Nem tudo o que foi mau se apaga, nem tudo vai assim com o vento, nem tudo se esquece e se desculpa, mas vai-se fazendo a triagem e aproveitando aquilo que vale a pena.
Há muitas coisas por dizer,mas acabo com uma frase muito simples mas que me ficou marcada na cabeça: “You rocked my world” (assim num estalar de dedos…)
sábado, fevereiro 16, 2008
Jeff Buckley - Hallelujah
Porque o assunto do outro post e demasiado (falta-me um adjectivo que defina aquilo) não se justifica que fique em destaque muito tempo. Cá vai uma actualização ao post das musicas que me lembram pessoas (é a tua versão ves?) :P
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Sem quase me aperceber
Vou descobrindo as respostas
Sem nunca desaparecer
Esta estranha sensação
De uma facada nas costas…
Sem virtude ou confissão
Falta às vezes a coragem,
De olhar nos olhos e falar.
E assim se desvanece,
O que tinha como certo.
O acto de acreditar.
De ser mais verdadeiro que esperto.
E nas brisas da vida,
Vão-se alguns amigos,
E uma ou outra noite mal dormida.
Felizmente sobram abrigos.
(Pondo em causa muita coisa, alguma gente)
Vou descobrindo as respostas
Sem nunca desaparecer
Esta estranha sensação
De uma facada nas costas…
Sem virtude ou confissão
Falta às vezes a coragem,
De olhar nos olhos e falar.
E assim se desvanece,
O que tinha como certo.
O acto de acreditar.
De ser mais verdadeiro que esperto.
E nas brisas da vida,
Vão-se alguns amigos,
E uma ou outra noite mal dormida.
Felizmente sobram abrigos.
(Pondo em causa muita coisa, alguma gente)
segunda-feira, janeiro 28, 2008
A noite finalmente acordou o dia… O hábito natural ao escuro de sempre, tornou a luz pouco menos que insuportável. Tudo isto não durou mais que poucos momentos, já que a dor da desabituação foi-se desvanecendo perante a libertação dos raios de sol que lhe queimavam a pele. A manhã demorou demais a passar e de repente o mundo parecia-lhe pedir que saísse e ele cedeu.
Fez-se à estrada e tudo o que circulava parecia-lhe muito mais vivo, como se todo o mundo renascesse com ele. Sorriu à menina da portagem, que era por sinal muito bonita, mas sem perder tempo seguiu numa tranquilidade apressada até ao destino.
Chegou. Um sorriso, dois beijos e vai de voltar à estrada que não era tempo, nem local para coisa nenhuma. Estacionou o carro, por acaso, num sitio especial (quem é que disse que não há coincidências?) e seguiram caminho a pé por becos e ruelas, que lhe pareciam hoje muito menos lúgubres, muito menos mortas. Tinha aprendido a gostar das ruas, do céu, das gentes, daquele encanto especial que primeiro se estranha e depois se entranha.
Caminharam sempre ao longo do rio, que hesitava entre o reflexo da cidade e o reflexo da felicidade que se desprendia dos seres com uma energia quase atómica. As pessoas passavam por eles e incompreensivelmente pareciam indiferentes, como se não notassem que todo o mundo tinha mudado da noite para o dia.
Sentaram-se na esplanada, a mais chegada ao rio e no entanto longe demais. Por vontade dele levariam as cadeiras, e tomariam café sobre as pequenas ondulações, que o chamavam como que sereias. Ficaram-se pela terra…
Conversaram sobre tudo e sobre nada, sorriram por tudo e por nada, como se sentissem que o silêncio faria apagar a luz e acabar o dia mais cedo. O café nunca lhe soube tão bem, dispensou o açúcar porque a doçura da companhia era superior a qualquer açúcar jamais descoberto.
Passou-se tempo, não soube precisar quanto, tinha na verdade, esquecido o próprio conceito do passar das horas. A luz desvaneceu-se, levantaram-se e caminharam de novo até ao carro, por um caminho diferente, que ele secretamente desejava que fosse mais longo. Não foi… Levou-a de volta e seguiu caminho, de sorriso estampado.
“Minha alma pede a Deus que me deixe cá voltar”
Peço desculpa pelo tamanho :p
Fez-se à estrada e tudo o que circulava parecia-lhe muito mais vivo, como se todo o mundo renascesse com ele. Sorriu à menina da portagem, que era por sinal muito bonita, mas sem perder tempo seguiu numa tranquilidade apressada até ao destino.
Chegou. Um sorriso, dois beijos e vai de voltar à estrada que não era tempo, nem local para coisa nenhuma. Estacionou o carro, por acaso, num sitio especial (quem é que disse que não há coincidências?) e seguiram caminho a pé por becos e ruelas, que lhe pareciam hoje muito menos lúgubres, muito menos mortas. Tinha aprendido a gostar das ruas, do céu, das gentes, daquele encanto especial que primeiro se estranha e depois se entranha.
Caminharam sempre ao longo do rio, que hesitava entre o reflexo da cidade e o reflexo da felicidade que se desprendia dos seres com uma energia quase atómica. As pessoas passavam por eles e incompreensivelmente pareciam indiferentes, como se não notassem que todo o mundo tinha mudado da noite para o dia.
Sentaram-se na esplanada, a mais chegada ao rio e no entanto longe demais. Por vontade dele levariam as cadeiras, e tomariam café sobre as pequenas ondulações, que o chamavam como que sereias. Ficaram-se pela terra…
Conversaram sobre tudo e sobre nada, sorriram por tudo e por nada, como se sentissem que o silêncio faria apagar a luz e acabar o dia mais cedo. O café nunca lhe soube tão bem, dispensou o açúcar porque a doçura da companhia era superior a qualquer açúcar jamais descoberto.
Passou-se tempo, não soube precisar quanto, tinha na verdade, esquecido o próprio conceito do passar das horas. A luz desvaneceu-se, levantaram-se e caminharam de novo até ao carro, por um caminho diferente, que ele secretamente desejava que fosse mais longo. Não foi… Levou-a de volta e seguiu caminho, de sorriso estampado.
“Minha alma pede a Deus que me deixe cá voltar”
Peço desculpa pelo tamanho :p
sábado, janeiro 12, 2008
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Um pouco diferente do que é costume...
As árvores dançam o canto do vento,
O som ressoa na lua e trespassa os sentidos
E sussurra-me…Com um timbre violento,
“Há desígnios a ser cumpridos!”
O corpo que sobe apressado o parapeito
A noite que devora farrapos humanos,
As asas que nascem frustrando o leito
Da morte, senhora de contos profanos.
E um voo de anjo como que um milagre,
Fogo que antecipa o amanhecer,
E os olhos… Os olhos ardem de prazer.
Voou sedento penetrando o céu,
Como que entre as coxas de uma Deusa.
Fez-se juiz o que era réu…
O som ressoa na lua e trespassa os sentidos
E sussurra-me…Com um timbre violento,
“Há desígnios a ser cumpridos!”
O corpo que sobe apressado o parapeito
A noite que devora farrapos humanos,
As asas que nascem frustrando o leito
Da morte, senhora de contos profanos.
E um voo de anjo como que um milagre,
Fogo que antecipa o amanhecer,
E os olhos… Os olhos ardem de prazer.
Voou sedento penetrando o céu,
Como que entre as coxas de uma Deusa.
Fez-se juiz o que era réu…
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Deserto da Sara
Esta letra é assim tipo qualquer coisa de extremamente bom. Avé Carlos Tê :p
(btw... Não e dedicado a nenhuma Sara, n t chateies Trigas) lol
(btw... Não e dedicado a nenhuma Sara, n t chateies Trigas) lol
Foi-se...
Foram-se os dias…
Foi-se a vontade.
Foi-se a alma embriagada,
Por ânsias de liberdade.
E no fim de contas,
Não sobra nada…
Nem um simples afecto
Nem um pobre sentimento.
Que ultrapasse o intelecto,
Lamento…
Isto estava escrito a uns tempos... Decidi-me a da-lo a luz :p
"De modo que a vida é um circo de feras" (um pedacinho de letra dedicado a alguém) :)
Foi-se a vontade.
Foi-se a alma embriagada,
Por ânsias de liberdade.
E no fim de contas,
Não sobra nada…
Nem um simples afecto
Nem um pobre sentimento.
Que ultrapasse o intelecto,
Lamento…
Isto estava escrito a uns tempos... Decidi-me a da-lo a luz :p
"De modo que a vida é um circo de feras" (um pedacinho de letra dedicado a alguém) :)
quarta-feira, dezembro 26, 2007
And in Christmas you tell the truth...
Esta cena é simplesmente arrebatadora... Há filmes que não me canso de ver.
sábado, dezembro 22, 2007
Natal
Era Natal… O cheiro dos doces, do pinheiro, das pinhas a queimar na lareira, enfim… Um cheiro a felicidade que cortava qualquer pequeno travo a lágrimas que tivesse sobrado. O calor quase doentiamente familiar contrastava numa harmonia perfeita com o frio da noite que os vidros das janelas pareciam atirar para muito longe. As prendas repousavam como que troçando dos miúdos que protestavam ruidosamente por terem que esperar até à meia-noite. Aquela imposição parecia-lhes a maior injustiça do mundo. E de repente ouve-se alguém com um sorriso aberto: “Faltam 5 minutos”, esses momentos transformam-se em séculos, até que chega a hora… Antes mesmo de receber alguma prenda, olho a lareira e uma cara distingue-se entre as chamas, o sorriso que trazia era como que hipnotizante, não sei se passaram segundos, minutos ou horas, não havia tempo para aquele sorriso. Não sei que prendas recebi no Natal, tudo que recordo é um sorriso... Bom Natal
domingo, dezembro 02, 2007
Mundo novo
Um mundo novo…...
Uma nova manhã, depois do breu.
E de repente já nem me comovo,
Se os sonhos terminam com o sol.
Não sei que faça ao novo eu.
Se o alimente e o faça crescer,
Ceder e morder o anzol.
Ou se acabe com ele ao nascer.
Há causas maiores que valem a pena,
E mesmo que haja quem discorde
Não existe uma alma pequena,
Uma que seja.
E então encontro-te o olhar,
Ao fundo um sorriso flameja.
E se não for por amar,
Hão-de haver outros caminhos,
É bom seguir em frente,
Ser de novo eu. Ser de novo gente.
Uma nova manhã, depois do breu.
E de repente já nem me comovo,
Se os sonhos terminam com o sol.
Não sei que faça ao novo eu.
Se o alimente e o faça crescer,
Ceder e morder o anzol.
Ou se acabe com ele ao nascer.
Há causas maiores que valem a pena,
E mesmo que haja quem discorde
Não existe uma alma pequena,
Uma que seja.
E então encontro-te o olhar,
Ao fundo um sorriso flameja.
E se não for por amar,
Hão-de haver outros caminhos,
É bom seguir em frente,
Ser de novo eu. Ser de novo gente.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Decepção
Olhei para o fogo e caminhei,
E quando a dor era sobrehumana,
Nem aí eu parei...
Fixei-me nas chamas,
E vi-lhes mentiras no olhar,
Ri-me com a imagem profana,
De ver-me a mim a queimar.
Mas sem sequer eu reparar
O fogo desvaneceu-se,
E um espetaculo sem par,
Transformou-se de repente,
Numa indefesa decepção,
O vento soprava mais quente,
E as cinzas dela jaziam no chão.
"Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar" Mafalda Veiga
P.S. Já agr o(a) caramelo(a) do(a) caloiro(a) que me andou a comentar o blog e n quis dizer quem era ja se pode revelar... :p
E quando a dor era sobrehumana,
Nem aí eu parei...
Fixei-me nas chamas,
E vi-lhes mentiras no olhar,
Ri-me com a imagem profana,
De ver-me a mim a queimar.
Mas sem sequer eu reparar
O fogo desvaneceu-se,
E um espetaculo sem par,
Transformou-se de repente,
Numa indefesa decepção,
O vento soprava mais quente,
E as cinzas dela jaziam no chão.
"Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar" Mafalda Veiga
P.S. Já agr o(a) caramelo(a) do(a) caloiro(a) que me andou a comentar o blog e n quis dizer quem era ja se pode revelar... :p
domingo, novembro 18, 2007
Este fim de semana decidi ficar na terrinha. Não para poupar dinheiro, nem tão pouco para estudar. Apeteceu-me ficar sozinho, fugir um bocado da azáfama do dia a dia, sem gente por todo lado e com muito tempo para descansar. Isolar-me do mundo durante 2 dias é uma espécie de defesa, uma garantia de não ser tomado como parvo, um retiro para que perceba que não posso dirigir uma bala e um ramo de rosas a um mesmo objecto, sem que este mereça nem um nem outro. Eu posso ser va... Despistado.
Mas consigo ver além do óbvio e muito mais do que os discursos feitos, para mim, valem pequenos gestos, sorrisos e comentários, que me mostram que nem tudo é claro como era suposto, como eu acho que mereço.
Este é de mim para mim.
Mas consigo ver além do óbvio e muito mais do que os discursos feitos, para mim, valem pequenos gestos, sorrisos e comentários, que me mostram que nem tudo é claro como era suposto, como eu acho que mereço.
Este é de mim para mim.
domingo, novembro 04, 2007
Como se...
Como se fosse o sol
Um simples brilho no olhar
Como se fosse o céu
Só uma andorinha no ar.
Como se fosse meu
O desígnio desta vida,
Como se os teus olhos,
Fossem zona proibida.
Como se os sonhos não se perdessem na claridade,
Como se isso pudesse ser verdade…
E se o milagre te fugir da mão
Só te peço que não partas,
Que não deixes que o coração,
Se corrompa por noites sem fim.
Não foram postais nem cartas,
Que me prenderam o olhar.
Ou então foram. Enfim…
Sei que reaprendo a amar,
Que sonhar já não é tão preciso.
E, de repente, abre-se um sorriso…
Um simples brilho no olhar
Como se fosse o céu
Só uma andorinha no ar.
Como se fosse meu
O desígnio desta vida,
Como se os teus olhos,
Fossem zona proibida.
Como se os sonhos não se perdessem na claridade,
Como se isso pudesse ser verdade…
E se o milagre te fugir da mão
Só te peço que não partas,
Que não deixes que o coração,
Se corrompa por noites sem fim.
Não foram postais nem cartas,
Que me prenderam o olhar.
Ou então foram. Enfim…
Sei que reaprendo a amar,
Que sonhar já não é tão preciso.
E, de repente, abre-se um sorriso…
sábado, novembro 03, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
Descoberta
Chegaste enfim... Sem hesitações atracaste onde o porto já não é mais que um conjunto de escombros. Não temas, é extenuante o trabalho de juntar os cacos, mas há palácios que valem uma vida e na verdade, qualquer segundo não passado a contemplar a negra beleza do apocalipse valerá muito mais que séculos. Séculos em que o escuro do céu mutilava a alma e em que seres vindos do nada, deixavam no peito um rasto de destruição pelo simples e cruel pecado de existirem. Hoje o sol dói no corpo, mas as ínfimas lágrimas de dor diluem-se corajosamente no mar de felicidade que brota dos olhos. E, sem aviso, adormeces no meu ombro a ver as ondas.
Não há nada como bater no fundo... :p
Não há nada como bater no fundo... :p
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