sábado, fevereiro 16, 2008
Jeff Buckley - Hallelujah
Porque o assunto do outro post e demasiado (falta-me um adjectivo que defina aquilo) não se justifica que fique em destaque muito tempo. Cá vai uma actualização ao post das musicas que me lembram pessoas (é a tua versão ves?) :P
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Sem quase me aperceber
Vou descobrindo as respostas
Sem nunca desaparecer
Esta estranha sensação
De uma facada nas costas…
Sem virtude ou confissão
Falta às vezes a coragem,
De olhar nos olhos e falar.
E assim se desvanece,
O que tinha como certo.
O acto de acreditar.
De ser mais verdadeiro que esperto.
E nas brisas da vida,
Vão-se alguns amigos,
E uma ou outra noite mal dormida.
Felizmente sobram abrigos.
(Pondo em causa muita coisa, alguma gente)
Vou descobrindo as respostas
Sem nunca desaparecer
Esta estranha sensação
De uma facada nas costas…
Sem virtude ou confissão
Falta às vezes a coragem,
De olhar nos olhos e falar.
E assim se desvanece,
O que tinha como certo.
O acto de acreditar.
De ser mais verdadeiro que esperto.
E nas brisas da vida,
Vão-se alguns amigos,
E uma ou outra noite mal dormida.
Felizmente sobram abrigos.
(Pondo em causa muita coisa, alguma gente)
segunda-feira, janeiro 28, 2008
A noite finalmente acordou o dia… O hábito natural ao escuro de sempre, tornou a luz pouco menos que insuportável. Tudo isto não durou mais que poucos momentos, já que a dor da desabituação foi-se desvanecendo perante a libertação dos raios de sol que lhe queimavam a pele. A manhã demorou demais a passar e de repente o mundo parecia-lhe pedir que saísse e ele cedeu.
Fez-se à estrada e tudo o que circulava parecia-lhe muito mais vivo, como se todo o mundo renascesse com ele. Sorriu à menina da portagem, que era por sinal muito bonita, mas sem perder tempo seguiu numa tranquilidade apressada até ao destino.
Chegou. Um sorriso, dois beijos e vai de voltar à estrada que não era tempo, nem local para coisa nenhuma. Estacionou o carro, por acaso, num sitio especial (quem é que disse que não há coincidências?) e seguiram caminho a pé por becos e ruelas, que lhe pareciam hoje muito menos lúgubres, muito menos mortas. Tinha aprendido a gostar das ruas, do céu, das gentes, daquele encanto especial que primeiro se estranha e depois se entranha.
Caminharam sempre ao longo do rio, que hesitava entre o reflexo da cidade e o reflexo da felicidade que se desprendia dos seres com uma energia quase atómica. As pessoas passavam por eles e incompreensivelmente pareciam indiferentes, como se não notassem que todo o mundo tinha mudado da noite para o dia.
Sentaram-se na esplanada, a mais chegada ao rio e no entanto longe demais. Por vontade dele levariam as cadeiras, e tomariam café sobre as pequenas ondulações, que o chamavam como que sereias. Ficaram-se pela terra…
Conversaram sobre tudo e sobre nada, sorriram por tudo e por nada, como se sentissem que o silêncio faria apagar a luz e acabar o dia mais cedo. O café nunca lhe soube tão bem, dispensou o açúcar porque a doçura da companhia era superior a qualquer açúcar jamais descoberto.
Passou-se tempo, não soube precisar quanto, tinha na verdade, esquecido o próprio conceito do passar das horas. A luz desvaneceu-se, levantaram-se e caminharam de novo até ao carro, por um caminho diferente, que ele secretamente desejava que fosse mais longo. Não foi… Levou-a de volta e seguiu caminho, de sorriso estampado.
“Minha alma pede a Deus que me deixe cá voltar”
Peço desculpa pelo tamanho :p
Fez-se à estrada e tudo o que circulava parecia-lhe muito mais vivo, como se todo o mundo renascesse com ele. Sorriu à menina da portagem, que era por sinal muito bonita, mas sem perder tempo seguiu numa tranquilidade apressada até ao destino.
Chegou. Um sorriso, dois beijos e vai de voltar à estrada que não era tempo, nem local para coisa nenhuma. Estacionou o carro, por acaso, num sitio especial (quem é que disse que não há coincidências?) e seguiram caminho a pé por becos e ruelas, que lhe pareciam hoje muito menos lúgubres, muito menos mortas. Tinha aprendido a gostar das ruas, do céu, das gentes, daquele encanto especial que primeiro se estranha e depois se entranha.
Caminharam sempre ao longo do rio, que hesitava entre o reflexo da cidade e o reflexo da felicidade que se desprendia dos seres com uma energia quase atómica. As pessoas passavam por eles e incompreensivelmente pareciam indiferentes, como se não notassem que todo o mundo tinha mudado da noite para o dia.
Sentaram-se na esplanada, a mais chegada ao rio e no entanto longe demais. Por vontade dele levariam as cadeiras, e tomariam café sobre as pequenas ondulações, que o chamavam como que sereias. Ficaram-se pela terra…
Conversaram sobre tudo e sobre nada, sorriram por tudo e por nada, como se sentissem que o silêncio faria apagar a luz e acabar o dia mais cedo. O café nunca lhe soube tão bem, dispensou o açúcar porque a doçura da companhia era superior a qualquer açúcar jamais descoberto.
Passou-se tempo, não soube precisar quanto, tinha na verdade, esquecido o próprio conceito do passar das horas. A luz desvaneceu-se, levantaram-se e caminharam de novo até ao carro, por um caminho diferente, que ele secretamente desejava que fosse mais longo. Não foi… Levou-a de volta e seguiu caminho, de sorriso estampado.
“Minha alma pede a Deus que me deixe cá voltar”
Peço desculpa pelo tamanho :p
sábado, janeiro 12, 2008
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Um pouco diferente do que é costume...
As árvores dançam o canto do vento,
O som ressoa na lua e trespassa os sentidos
E sussurra-me…Com um timbre violento,
“Há desígnios a ser cumpridos!”
O corpo que sobe apressado o parapeito
A noite que devora farrapos humanos,
As asas que nascem frustrando o leito
Da morte, senhora de contos profanos.
E um voo de anjo como que um milagre,
Fogo que antecipa o amanhecer,
E os olhos… Os olhos ardem de prazer.
Voou sedento penetrando o céu,
Como que entre as coxas de uma Deusa.
Fez-se juiz o que era réu…
O som ressoa na lua e trespassa os sentidos
E sussurra-me…Com um timbre violento,
“Há desígnios a ser cumpridos!”
O corpo que sobe apressado o parapeito
A noite que devora farrapos humanos,
As asas que nascem frustrando o leito
Da morte, senhora de contos profanos.
E um voo de anjo como que um milagre,
Fogo que antecipa o amanhecer,
E os olhos… Os olhos ardem de prazer.
Voou sedento penetrando o céu,
Como que entre as coxas de uma Deusa.
Fez-se juiz o que era réu…
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Deserto da Sara
Esta letra é assim tipo qualquer coisa de extremamente bom. Avé Carlos Tê :p
(btw... Não e dedicado a nenhuma Sara, n t chateies Trigas) lol
(btw... Não e dedicado a nenhuma Sara, n t chateies Trigas) lol
Foi-se...
Foram-se os dias…
Foi-se a vontade.
Foi-se a alma embriagada,
Por ânsias de liberdade.
E no fim de contas,
Não sobra nada…
Nem um simples afecto
Nem um pobre sentimento.
Que ultrapasse o intelecto,
Lamento…
Isto estava escrito a uns tempos... Decidi-me a da-lo a luz :p
"De modo que a vida é um circo de feras" (um pedacinho de letra dedicado a alguém) :)
Foi-se a vontade.
Foi-se a alma embriagada,
Por ânsias de liberdade.
E no fim de contas,
Não sobra nada…
Nem um simples afecto
Nem um pobre sentimento.
Que ultrapasse o intelecto,
Lamento…
Isto estava escrito a uns tempos... Decidi-me a da-lo a luz :p
"De modo que a vida é um circo de feras" (um pedacinho de letra dedicado a alguém) :)
quarta-feira, dezembro 26, 2007
And in Christmas you tell the truth...
Esta cena é simplesmente arrebatadora... Há filmes que não me canso de ver.
sábado, dezembro 22, 2007
Natal
Era Natal… O cheiro dos doces, do pinheiro, das pinhas a queimar na lareira, enfim… Um cheiro a felicidade que cortava qualquer pequeno travo a lágrimas que tivesse sobrado. O calor quase doentiamente familiar contrastava numa harmonia perfeita com o frio da noite que os vidros das janelas pareciam atirar para muito longe. As prendas repousavam como que troçando dos miúdos que protestavam ruidosamente por terem que esperar até à meia-noite. Aquela imposição parecia-lhes a maior injustiça do mundo. E de repente ouve-se alguém com um sorriso aberto: “Faltam 5 minutos”, esses momentos transformam-se em séculos, até que chega a hora… Antes mesmo de receber alguma prenda, olho a lareira e uma cara distingue-se entre as chamas, o sorriso que trazia era como que hipnotizante, não sei se passaram segundos, minutos ou horas, não havia tempo para aquele sorriso. Não sei que prendas recebi no Natal, tudo que recordo é um sorriso... Bom Natal
domingo, dezembro 02, 2007
Mundo novo
Um mundo novo…...
Uma nova manhã, depois do breu.
E de repente já nem me comovo,
Se os sonhos terminam com o sol.
Não sei que faça ao novo eu.
Se o alimente e o faça crescer,
Ceder e morder o anzol.
Ou se acabe com ele ao nascer.
Há causas maiores que valem a pena,
E mesmo que haja quem discorde
Não existe uma alma pequena,
Uma que seja.
E então encontro-te o olhar,
Ao fundo um sorriso flameja.
E se não for por amar,
Hão-de haver outros caminhos,
É bom seguir em frente,
Ser de novo eu. Ser de novo gente.
Uma nova manhã, depois do breu.
E de repente já nem me comovo,
Se os sonhos terminam com o sol.
Não sei que faça ao novo eu.
Se o alimente e o faça crescer,
Ceder e morder o anzol.
Ou se acabe com ele ao nascer.
Há causas maiores que valem a pena,
E mesmo que haja quem discorde
Não existe uma alma pequena,
Uma que seja.
E então encontro-te o olhar,
Ao fundo um sorriso flameja.
E se não for por amar,
Hão-de haver outros caminhos,
É bom seguir em frente,
Ser de novo eu. Ser de novo gente.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Decepção
Olhei para o fogo e caminhei,
E quando a dor era sobrehumana,
Nem aí eu parei...
Fixei-me nas chamas,
E vi-lhes mentiras no olhar,
Ri-me com a imagem profana,
De ver-me a mim a queimar.
Mas sem sequer eu reparar
O fogo desvaneceu-se,
E um espetaculo sem par,
Transformou-se de repente,
Numa indefesa decepção,
O vento soprava mais quente,
E as cinzas dela jaziam no chão.
"Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar" Mafalda Veiga
P.S. Já agr o(a) caramelo(a) do(a) caloiro(a) que me andou a comentar o blog e n quis dizer quem era ja se pode revelar... :p
E quando a dor era sobrehumana,
Nem aí eu parei...
Fixei-me nas chamas,
E vi-lhes mentiras no olhar,
Ri-me com a imagem profana,
De ver-me a mim a queimar.
Mas sem sequer eu reparar
O fogo desvaneceu-se,
E um espetaculo sem par,
Transformou-se de repente,
Numa indefesa decepção,
O vento soprava mais quente,
E as cinzas dela jaziam no chão.
"Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar" Mafalda Veiga
P.S. Já agr o(a) caramelo(a) do(a) caloiro(a) que me andou a comentar o blog e n quis dizer quem era ja se pode revelar... :p
domingo, novembro 18, 2007
Este fim de semana decidi ficar na terrinha. Não para poupar dinheiro, nem tão pouco para estudar. Apeteceu-me ficar sozinho, fugir um bocado da azáfama do dia a dia, sem gente por todo lado e com muito tempo para descansar. Isolar-me do mundo durante 2 dias é uma espécie de defesa, uma garantia de não ser tomado como parvo, um retiro para que perceba que não posso dirigir uma bala e um ramo de rosas a um mesmo objecto, sem que este mereça nem um nem outro. Eu posso ser va... Despistado.
Mas consigo ver além do óbvio e muito mais do que os discursos feitos, para mim, valem pequenos gestos, sorrisos e comentários, que me mostram que nem tudo é claro como era suposto, como eu acho que mereço.
Este é de mim para mim.
Mas consigo ver além do óbvio e muito mais do que os discursos feitos, para mim, valem pequenos gestos, sorrisos e comentários, que me mostram que nem tudo é claro como era suposto, como eu acho que mereço.
Este é de mim para mim.
domingo, novembro 04, 2007
Como se...
Como se fosse o sol
Um simples brilho no olhar
Como se fosse o céu
Só uma andorinha no ar.
Como se fosse meu
O desígnio desta vida,
Como se os teus olhos,
Fossem zona proibida.
Como se os sonhos não se perdessem na claridade,
Como se isso pudesse ser verdade…
E se o milagre te fugir da mão
Só te peço que não partas,
Que não deixes que o coração,
Se corrompa por noites sem fim.
Não foram postais nem cartas,
Que me prenderam o olhar.
Ou então foram. Enfim…
Sei que reaprendo a amar,
Que sonhar já não é tão preciso.
E, de repente, abre-se um sorriso…
Um simples brilho no olhar
Como se fosse o céu
Só uma andorinha no ar.
Como se fosse meu
O desígnio desta vida,
Como se os teus olhos,
Fossem zona proibida.
Como se os sonhos não se perdessem na claridade,
Como se isso pudesse ser verdade…
E se o milagre te fugir da mão
Só te peço que não partas,
Que não deixes que o coração,
Se corrompa por noites sem fim.
Não foram postais nem cartas,
Que me prenderam o olhar.
Ou então foram. Enfim…
Sei que reaprendo a amar,
Que sonhar já não é tão preciso.
E, de repente, abre-se um sorriso…
sábado, novembro 03, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
Descoberta
Chegaste enfim... Sem hesitações atracaste onde o porto já não é mais que um conjunto de escombros. Não temas, é extenuante o trabalho de juntar os cacos, mas há palácios que valem uma vida e na verdade, qualquer segundo não passado a contemplar a negra beleza do apocalipse valerá muito mais que séculos. Séculos em que o escuro do céu mutilava a alma e em que seres vindos do nada, deixavam no peito um rasto de destruição pelo simples e cruel pecado de existirem. Hoje o sol dói no corpo, mas as ínfimas lágrimas de dor diluem-se corajosamente no mar de felicidade que brota dos olhos. E, sem aviso, adormeces no meu ombro a ver as ondas.
Não há nada como bater no fundo... :p
Não há nada como bater no fundo... :p
sábado, outubro 06, 2007
Eu sei... Foi uma ausência longa. Hoje a vontade de escrever não é a mesma, não me vou desculpar com falta de disponibilidade, é falta de vontade mesmo. Às vezes pergunto-me se este blog não me faz mais mal que bem. Por enquanto, foi isto que saiu.
Conta-me tudo… Todas as angústias e raivas, os romances e aventuras. Tudo o que eu quero e o que eu não quero saber, mas preciso…
Conta-me as histórias que encerram as marcas de sal na tua cara, aquelas que escondes do mundo e me tiram de noite a vontade de dormir. Deixa-me por os pontos nos teus ii e acariciar-te o cabelo como mais ninguém sabe senão eu, eu na minha inexistência crónica, eu na minha voracidade de ti.
Solta para mim as amarras que prendem os sorrisos que eu conheço e que guardo para me aconchegarem de noite, as palavras doces que de tão raras sabem a um açúcar que decerto ainda não foi descoberto.
E então, volta e meia, sinto uma necessidade de não te ver, de ser de novo o ser que conheci. Menos gente, menos louco. Um ser que não suportava, qual chaga, este peso insustentável no peito, por vezes quase mortal.
E tu passas presa a ti, como se os dias fossem iguais a sempre (decerto que são…) e não contas nada.
Boa noite.
Conta-me tudo… Todas as angústias e raivas, os romances e aventuras. Tudo o que eu quero e o que eu não quero saber, mas preciso…
Conta-me as histórias que encerram as marcas de sal na tua cara, aquelas que escondes do mundo e me tiram de noite a vontade de dormir. Deixa-me por os pontos nos teus ii e acariciar-te o cabelo como mais ninguém sabe senão eu, eu na minha inexistência crónica, eu na minha voracidade de ti.
Solta para mim as amarras que prendem os sorrisos que eu conheço e que guardo para me aconchegarem de noite, as palavras doces que de tão raras sabem a um açúcar que decerto ainda não foi descoberto.
E então, volta e meia, sinto uma necessidade de não te ver, de ser de novo o ser que conheci. Menos gente, menos louco. Um ser que não suportava, qual chaga, este peso insustentável no peito, por vezes quase mortal.
E tu passas presa a ti, como se os dias fossem iguais a sempre (decerto que são…) e não contas nada.
Boa noite.
domingo, agosto 26, 2007
Uma espécie de homenagem
Estas são musicas que me fazem lembrar pessoas... Acho que os visados chegarão lá facilmente. Se não se identificarem com nenhuma das musicas pode ter sido porque eu n me lembrei ou porque não chegaram lá :p
segunda-feira, agosto 13, 2007
Sacríficio
Olhou o corpo que se contorcia no chão
As lágrimas escorriam-lhe pela face
O sangue ainda lhe corroía a mão.
A sanidade que lhe restava suspirou…
Tinha-lhe implorado que a matasse.
A faca deixada abandonada no corpo
Era a prova de que realmente aconteceu,
A sua memória…
A prova do prazer que lhe deu.
Como se cada gota de sangue derramada
Fosse uma pequena vitória.
Levantou-se e deitou-lhe um último olhar,
Não sentia remorsos, nada…
O mundo era demasiado pequeno para os dois…
Abriu a porta e saiu à rua…
Uma nova vida, um novo sonhar…
Ok... É macabro. Apeteceu-me variar um bocado. :p
Conheço alguem que ha-d gostar dele...
As lágrimas escorriam-lhe pela face
O sangue ainda lhe corroía a mão.
A sanidade que lhe restava suspirou…
Tinha-lhe implorado que a matasse.
A faca deixada abandonada no corpo
Era a prova de que realmente aconteceu,
A sua memória…
A prova do prazer que lhe deu.
Como se cada gota de sangue derramada
Fosse uma pequena vitória.
Levantou-se e deitou-lhe um último olhar,
Não sentia remorsos, nada…
O mundo era demasiado pequeno para os dois…
Abriu a porta e saiu à rua…
Uma nova vida, um novo sonhar…
Ok... É macabro. Apeteceu-me variar um bocado. :p
Conheço alguem que ha-d gostar dele...
segunda-feira, agosto 06, 2007
Cântico Negro
Li este poema pela primeira vez no meu livro de Filosofia... Eu que sinceramente não ligava nenhuma aos poemas que lá estavam, neste, parei, o próprio poema tem uma desorganização própria de quem vive à margem do mundo...
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo,
Foi só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
Hoje voltei a lembrar-me dele... Precisei de ler algo que me lembrasse que não há impossíveis, incompatíveis, certezas... Que a única voz que realmente sabe o que precisamos é a nossa voz, por melhores intenções que tenham outras vozes que nos tentam "ajudar", elas não sabem mais do que nós, ninguém nos conhece melhor do que nós. E mesmo que pareça que não gostamos de nenhum dos caminhos que se deparam à nossa frente, há sempre caminhos para abrir, custa mais, pois custa... Mas os sorrisos depois do esforço são sempre mais abertos...
Boa Noite :)
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo,
Foi só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
Hoje voltei a lembrar-me dele... Precisei de ler algo que me lembrasse que não há impossíveis, incompatíveis, certezas... Que a única voz que realmente sabe o que precisamos é a nossa voz, por melhores intenções que tenham outras vozes que nos tentam "ajudar", elas não sabem mais do que nós, ninguém nos conhece melhor do que nós. E mesmo que pareça que não gostamos de nenhum dos caminhos que se deparam à nossa frente, há sempre caminhos para abrir, custa mais, pois custa... Mas os sorrisos depois do esforço são sempre mais abertos...
Boa Noite :)
sexta-feira, agosto 03, 2007
Alma Gémea
| Voltei de férias e comigo o blog também... Por seres quase que a metade de mim Basta um olhar, um qualquer sentimento. Para quê palavras quando sorris assim? Para que preciso eu de pensamento? Um abalo em toda a certeza que tenho, A tempestade que confunde a paixão. Não sei se é o sentimento que desdenho, Ou só fogo de vista do coração… Sei que os meus olhos fixos na noite Vêm uma cara entre a luz das estrelas, A mais bela pintura na mais bela das telas. E por fim como que na dor de um ritual Fecho a janela, as pálpebras e a alma… E encerro sem cor, mais um dia normal. |
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