sexta-feira, julho 20, 2007

Agora que chegamos ao fim de mais um ano (como é que ja passaram 2 anos??) acho que chega a hora de fazer um balanço. Amanhã rumo ao sul e como metade da população vou passar uns dias ao Algarve, sabem bem as férias, ajudam a esvaziar a cabeça e partir para mais um ano com mais vontade de lutar por aquilo que queremos.
Ora bem... O ano que passou mais que bom ou mau, acabou por ser principalmente preenchido, nunca senti tanto, nunca pensei tão pouco, nunca chorei e ri tanto em tão pouco tempo. Enfim... Acho que nunca vivi tanto. Aprendi muita coisa neste ultimo ano. Se calhar torna-se repetitivo mas aprendi que tenho amigos incríveis e ganhei uma amiga que saída do meio dos outros todos se tornou especial e esteve sempre lá quando eu achei que o meu mundo ia desabar. Aprendi que mesmo contra todas a impossibilidades e incompatibilidades vale a pena arriscar pelo que o coração nos diz que está certo, mesmo que o resto do mundo discorde. Entretanto vou tropeçando sempre na mesma pedra, pelo menos até desistir, ou até arrancar a pedra ao chão. Por fim não podia deixar de falar do meu menino (o livro, sim...), se me dissessem 2 anos atrás que eu ia editar um livro eu nunca acreditaria, em 2 anos percebi que sabia escrever e comecei a passar o que sentia em palavras, rimas e versos. 2 anos de tudo aquilo que eu sou, enfim, 2 anos da minha Vida.

Obrigado

"À procura do futuro no avesso do passado..." M. V. ;)




quinta-feira, julho 19, 2007

Ornatos Violeta - Chaga

Como ver-te na face um sorriso amarelo
Como ir ao paraíso de olhos vendados
Como ter a fama sem o proveito
Como enviar a carta sem o selo
Ou com os destinos todos trocados.
Como ver-te sem reparar,
Como estar triste sem chorar,
Como acabar em primeiro lugar
E no fim perder na mesma.
Como um casulo sem borboleta,
Como ter asas e continuar a cair
Como nunca ter caído de bicicleta,
Nem ter acordado com andorinhas.
Como pedir desculpa sem sentir,
Como seguir sempre as mesmas linhas,
Como um sonho deixado a meio,
Ou viver sem sonhos sequer.
Como viver quando a expectativa parte
-É assim, amar-te…

sábado, julho 14, 2007

De volta

Sim... Eu sei que disse que ia acabar com este blog. E disse isso porque na verdade uma grande parte do seu conteúdo iria ser editado em papel. No entanto, achei por bem apagar apenas os poemas editados e deixar o resto. Mudar de página só iria criar dificuldades a quem gosta de ler aquilo que eu também gosto muito de escrever.





Pronto... Como já devem ter percebido em cima eu efectivamente editei um livro:



Esta é efectivamente a capa e a contra capa... O livro é editado pela corpos editora e se é realidade hoje, é muito por causa de quem vem cá comentar aquilo que eu escrevo e me faz acreditar que tem qualidade.


Obrigado a todos



Quem estiver interessado o livro custa 16€ (para mais informações JFilipeVieira@gmail.com)

sexta-feira, maio 18, 2007

Até já

Há palavras que encerram uma vida,
Sílabas que se perdem no tempo de um segundo
Há sonhos num acento, numa vírgula
E há poemas que encerram o mundo.
Às vezes sabe bem desnudar a intimidade.
Emprestar a outros a nossa felicidade,
Ou dilacerar almas com a dor da nossa ferida.
Ver as minhas lágrimas escorrendo noutra face
E dizer ao mundo que há amigos como eu tenho,
Que fazem do tempo uma brisa rápida de Verão.
Que existes tu.
Tu que não cabes nas palavras que eu conheço,
Tu que amas, como que em brincadeira.
Tu e o sorriso que eu sei que mereço,
Tu que soltaste as amarras do coração.
Tu humana, ou feiticeira…


Sim... Este é efectivamente o fim deste Blog. Por razões que revelarei brevemente (muito brevemente) vou mudar de estaminé.
Este blog leva com certeza um pedaço da minha vida, foi aqui que deixei bastantes os meus sorrisos e devo confessar que algumas lágrimas também. Acreditem ou não o meu primeiro poema está aqui, eu não fazia a mínima ideia que sabia escrever, é por isso que também me custa um bocado largar este site, que se tornou um bocado um diário para mim. Mas o que me leva a ter que apagar o conteúdo deste blog, acreditem, é algo que para mim vai ser (já é) o tornar de um sonho realidade. Muito obrigado a todos os que comentam.

A grande maioria dos posts serão apagados domingo.

terça-feira, maio 08, 2007

Dia mau

Um sorriso fechado
Ser feliz dia sim, dia não
Fica só mais um bocado...
E ao longe o bater do portão...

sexta-feira, abril 27, 2007

Porto de Abrigo

Espero que o arco íris sem fim,
Não seja filtro nos meus olhos
Que aquilo que vejo em mim
Seja mais que um filme mudo.
Se hoje calhou ser trapezista
Não quero rede no fim da queda.
Hoje não levo o escudo.
Não há espada que resista
A forças que não são do mundo.
Sei que um dia ao acordar,
Vou ver-te um rio no olhar.
E o mar a rir ao fundo…

segunda-feira, abril 09, 2007

segunda-feira, abril 02, 2007

Ser maior

Foi por ser grande,
Ou por ser maior que eu
Foi por ser pássaro
Ou por saber merecer o céu
Foi por ser laço
Ou por dar nós no destino
Por ser coragem
Ou por ter perdido o tino.
Só sei que fui,
Que deixei de prestar vassalagem
Aos que me gritam sem ter amado
Aos que sentem sem ser do peito,
E me impingem este fado…

sábado, março 03, 2007

Madrugada

Caiu o céu e o chão.
Caiu a lua na água,
Como se fosse uma pena
A cair-me na mão.
Caiu uma lágrima
E navegou-me o sorriso.
Precisa, serena…
Provaste-lhe o sal.
Assim sem aviso,
Sopraste para a noite
E então sem igual
Choveu com vigor.
Provei-a sem querer,
E sem pedir por nada
Eu fiquei a saber
A que sabe o amor.
Sabe a lágrimas e a madrugada…

"These days the stars ain't out of reach..." Bon Jovi (adaptado)

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Norte

Goste-se ou não se goste, Miguel Esteves Cardoso fala com a paixão de quem descobriu a Norte algo de superior a tudo.

http://lobbydeaveiro.blogspot.com/2006/02/norte-nome-de-portugal.html

«As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.» Miguel Esteves Cardoso.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Esta foi uma semana bastante estranha... Bioquimicamente foi claramente má, no entanto houve outras noticias que mandam bioquimica para Saturno e me vão permitir (se tudo correr bem...) concretizar um sonho. Mas sobre estas noticias falamos daqui a uns dias quando estiver tudo certo.



Até já!

domingo, dezembro 24, 2006

Frohe Weihnachten; Mboni Chrismen; Winshuyu sa Svyatkami; Vessela Koleda; Feliz Navidad; Vesele Vanoce; Sheng Tan Kuai Loh; Kung His Hsin Nien bing Chu Shen Tan; Subha nath thalak Vewa Nathar Puthu Varuda; Sung Tan Chuk Ha ou Sungtan Chukha; Glaedelig Jul; Vesele Vianoce; Srecen Bozic; Maligayang Pasko; Hauskaa Joulua; Joyeux Noël; Nollaig Shona dhuit; Gilotsavt Krist'es Shobas; Eftihismena Christougenna; Glædelig Jul, Juullimi Ukiortaassamilu Pilluarit; Boldog Karácsonyt; Mo'adim Lesimkha; Shub Christu Jayanti; Gleðileg Jól; Buon Natale; Priecigus ziemassvetkus ou Laimigu Jauno gadu; Laimingu Kaledu; Streken Bozhik; Craciun fericit si un An Nou fericit; Zalig Kerstfeest; Krist Yesu Ko Shuva Janma Utsav Ko Upalaxhma Hardik Valthukkal Shuva; Gledelig Jul; Boze Narodzenie; Sarbatori vesele; Hristos Razdajetsja ou Rozdjestvom Hristovim; Manuia Le Kirisimasi; Sretan Bozic; God Jul; Ewadee Pe-e Mai; Yeni yiliniz kutlu olsun; Veseloho Vam Rizdva; Webale Krismasi; Chuc mung Giang Sinh.

FELIZ NATAL!!!!!!! (apresento aqui as minhas desculpas por não ter conseguido descobrir como se diz feliz natal em madeirense...) ;)

domingo, novembro 26, 2006

São duas da manhã em Vila Real. É incrível como as horas, os minutos e os segundos se envolvem num novelo à mercê dos caprichos de qualquer gato mais entediado... É em momentos assim que me sinto preso entre dimensões, sem mapa, nem bússola que me soprem ao ouvido os segredos que o coração guarda... Raio de músculo! O que lhe sobra em intenção, falta-lhe em coragem. E de boas intenções...

Faz frio, muito frio. Sim, lá fora tamém.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Sacríficio

Levantou-se, ainda meio atordoado e cambaleou um pouco. Nas veias fluia adrenalina como se não houvesse amanhã e as lágrimas corriam pela cara. Não estava arrependido, estava sim nervoso, extasiado, louco e finalmente vivo!
O cenário era duro. Uma sala pequena, de paredes em tempo brancas, hoje agraciadas com o vermelho do sangue de um sacríficio necessário. O corpo jazia no chão belo, enquanto a crueza do tempo não fazia apodrecer a prova final do egoísmo das gentes. Matou para se manter vivo. Afinal não é isto que todos fazem? Ele resistiu... Até hoje.



Já agora, desculpem lá o dramatismo do último post, mas estava a ser um dia daqueles...

segunda-feira, outubro 23, 2006

Confissões

-Posso chorar? Não posso estar sozinho... Parece um capricho não é? Ter medo de estar apenas sozinho a ver televisão ou ler um livro, é assustador... Mas acontece quando se põe tudo em causa... O curso, a cidade, o amor, os amigos, até a própria vida. Só a família fica como que um abrigo no meio do apocalipse, mas parece-me pouco, tão pouco... Apetece-me voltar a casa, ao berço, ao regaço de quem sei que nunca me vai faltar, apetece-me fugir! Chamem-me cobarde, mas é ou fugir, ou morrer...


"It feels like I've buried underneath all the weight of the world..." 3DD

sábado, outubro 07, 2006

Era um dia normal na vida de uma pessoa absolutamente normal, como normalmente fazia saiu à rua de manhã, estava sol... Sorriu. Foi a pé para o trabalho como sempre fazia, gostava de verificar que o mundo continuava a girar para o mesmo lado e não tinha pressa de chegar a um emprego que lhe consumia o corpo e até, por vezes, a alma.
Andava devagar como convinha a um corpo a quem o sono não tocava à vários dias, ao deparar-se com uma esquina que sempre ali estivera teve um pressentimento, mas como era costume com estas coisas não ligou, era um céptico.
Depois dos 90º que lhe iriam mudar o dia (a vida?), acercou-se de uma multidão de pessoas que se amontoavam no passeio, como se ali morasse o Santo Graal ou a Pedra Filosofal. Ao contrário de todos os padrões de comportamento que apresentou toda a vida, sentiu que algo o sugava para o cerne daquela multidão, logo ele que tinha pavor às pessoas... Quando, qual herói, conseguiu abrir caminhos pelos corpos comprimidos, viu aquilo...
Um anjo, ou pelo menos aos olhos dele era, comprimido contra o chão, como se a Gravidade quisesse brincar, qual criança entediada, com o poder absoluto que lhe haviam dado sabe-se lá porquê. Vestia de branco como convinha aos anjos, mas o que o chocou mais foi a face, era bela, mas não era isso... Ele conhecia aquele olhar, aquela expressão, a morte naqueles olhos consumia-o todos os dias, a tristeza da expressão que se lhe deparava era a sua perdição de uma vida. Porque é que saltaste? A pergunta baqueava na sua cabeça como um martelo que o mutilava com uma frieza sem par... Não era ela, mas e se fosse? Ele tinha medo.

Entretanto começou a chover...

"Could it be that the world disappears when we close our eyes?" Memento (adaptado)

sábado, setembro 16, 2006

Ontem de manhã quando cheguei a casa, dirigi-me ao computador e coloco na ranhura do dito cujo (o computador...) o dvd da Mafalda ao vivo no Coliseu. Deitei-me no meu leito, seguro que não iria descansar mais de 5 minutos... O tempo foi passando, entre "Restolhos" e "Tatuagens", mas a força que me apegava à cama era mais forte do que qualquer banalidade que houvesse para fazer, mais nada importava do que estar ali, sozinho, com os pensamentos que chegavam e partiam com a agitação de um terminal de aeroporto... Acho que naquela hora e meia revivi as memórias recentes e antigas, a noite anterior e o primeiro dia de escola...
Não desfiz nenhuma duvida, aliás acho que nunca perceberei certas coisas... mas percebi que tenho amigos de sobra para me contentar com lamentos e lágrimas. Porque "A vida não é dia sim, dia não" vou voltar à estrada, quem quiser boleia, o carro nunca irá cheio, mesmo para quem saltou em andamento...

Desculpem tanto tempo sem escrever mas a minha cabeça andou em musculos, ossos e orgãos.



P.S. Decidi-me a ouvir a musica "Carta" dos toranja com atenção à letra com grande esforço para não dormitar com a monótona (no mínimo) voz do "cantor" e está um poema muito bom. Por isso a quem eu disse que a letra nao fazia sentido, as minhas desculpas...

domingo, agosto 27, 2006

Fiat Uno

Ora andando eu nas minhas algarviadas e tendo muito tempo livre deu-me pra parvoice e começou-me a palpitar qualquer coisa na mente... Foi então que surgiu qualquer coisa diferente do que eu costumo escrever. Uma musica sobre o grande, o inigualável e mítico Fiat Uno, saiu assim...

Fiat Uno

Neste ninho de amor
de cadeiras reclinadas
Vejo o mundo exterior
À distancia de dedadas

No vidro embaciado
Condensamos a loucura
Percorremos todos os pecados
Nesta viatura

Sou mais!
No Fiat Uno os pedais
São teclas de piano
em louca melodia
Chamar-te Jane numa liana!
A tua boca prometia,
Amor e uma cabana!
Amor e uma cabana!

Beijos com um travo a mel
E os melhore sabores da vida
És a minha Israel
A minha terra prometida

Crio um paraíso no mundo
Em quaisquer banais vielas
Vou fazer do Fiat Uno
Um hotel de 5 estrelas

Sou mais!
No Fiat Uno os pedais
São teclas de piano,
em louca melodia.
Chamar-te Jane numa liana.
E a tua boca prometia,
Amor e uma cabana!
Amor e uma cabana!

Reflectido no teu corpo
Vejo a noite e a claridade
Vou esperando neste Porto
Pra embarcar na eternidade!

Sou mais!
No fiat uno os pedais
São teclas de piano
em louca melodia.
Chamar-te Jane numa liana.
A tua boca prometia
Amor e uma cabana!
Amor e uma cabana!

Quanto à musica imaginem assim uma coisa tipo Elvis, aliás ele ofereceu-se para cantar mas eu fiz-lhe ver que o facto de estar morto ia dificultar as coisas em termos de marketing...

quinta-feira, agosto 17, 2006

Algarve

Já são 5 da manhã
Ainda há tempo esta noite
Para quem começa a viver,
A rádio sussurra "Manhata"
Em acordes distorcidos
Que nos enchem de prazer

Voam pássaros morcegos
Assustando o pára-brisas
E a paisagem que amanhece.
Queres parar, mas não aqui
Que essa luz parte de ti
E o desejo que acontece.

Da chuva faço
Mil estradas de vidro
E o meu carro a rolar.
No ar o cheiro do destino,
No chão a pele quente
Do Algarve a acordar

Já passamos Castro Verde,
E escreveste na planície
Como se esta fosse um papel,
Dizes: "o mundo não compreende mais do que esta à superfície"
"Ne me quitte pas", pede Brell

Entre néons e Nirvana
Vais mudando de estação
Como se a próxima fosse a melhor.
E os sons que a serra esconde
Entre o asfalto e o monte,
São mais que a pressa do motor.

Da chuva faço mil estradas de vidro
E o meu carro a rolar.
No ar o cheiro do destino,
No chão a pele quente
Do Algarve a acordar

Um dia de silencio
É um dia de amargura
Igual a outro dia qualquer
Trazes nos olhos o desejo
Onde vejo a aventura
Que ainda vamos viver.

Da chuva faço mil estradas de vidro
E o meu carro a rolar.
No ar o cheiro do destino,
No chão a pele quente
Do Algarve a acordar

A música pareceu-me apropriada...

Boas férias. (I'll be back)

quinta-feira, agosto 03, 2006

Fado do Encontro

Vou andando
Cantando
Tenho o sol à minha frente
Tão quente, brilhante
Sinto o fogo à flor da pele
Tão quente, beijando
Como se fosses tu

Ao longe,Distante,
Fica o mar no horizonte
É nele, por certo
Onde a tua alma se esconde
Carente, esperando
Esse mar és tu

Pode a noite ter outra cor
Pode o vento ser mais frio
Pode a lua subir no céu
Eu já vou descendo o rio...

Na foz
Revolta
Fecho os olhos penso em ti
Tão perto
Que desperto
Há uma alma à minha frente tão quente,
Beijando
Por certo que és tu

Pode a lua subir no céu
E as nuvens a noite toldar
Pode o escuro ser como breu
Acabei por t'encontrar

Vou andando
Cantando
Tive o sol à minha frente
Tão quente brilhando
Que a saudade me deixou
Pra sempre, por certo
O meu Amor és tu

Um dueto entre o Tim e a Mariza que descobri hoje. É simplesmente delicioso...
Se alguem quiser que me peça.